Que lição a História nos ensina a respeito de movimentos desse
tipo? Surpreendi-me ao ver a inconfundível resposta definida
recentemente num editorial do jornal Los Angeles Times:
O cristianismo liberal, abraçado pela liderança de todas as
principais denominações protestantes, bem como por grandes
segmentos do catolicismo norte-americano, tem sido alardeado
pelos seus promotores, durante 40 anos, como o futuro da igreja
cristã.
Em vez disso, como todos agora admitem, exceto alguns fanáticos,
todas as principais igrejas e movimentos dentro das igrejas, que
tinham obscurecido a doutrina e abrandaram os preceitos morais,
estão em declínio demográfico e, no caso da Igreja Episcopal, em
desintegração.[2]
O artigo relatou como, durante reuniões denominacionais no verão
de 2006, os episcopais se recusaram a acolher um pedido da
Comunhão Anglicana Mundial no sentido de se arrependerem da sua
decisão de nomear, como bispo, um homossexual praticante e
assumido. Recusando-se a reconsiderar aquela decisão, os
episcopais também elegeram como sua episcopisa-presidente uma
mulher que abençoou explicitamente algumas uniões-civis entre
pessoas do mesmo sexo, adotou a agenda teológica mais
radicalmente feminista e dirigiu orações públicas nas quais se
referiu a Cristo como “nossa Mãe Jesus”.[3]
Quase naquela mesma semana, a Igreja Presbiteriana dos Estados
Unidos da América (PCUSA) aprovou designações alternativas para
as pessoas da Trindade — deixando de lado os termos Pai, Filho e
Espírito Santo e preferindo a “Mãe, Criança e Ventre” ou “Rocha,
Redentor e Amigo”.[4]
Essas denominações — e todas as outras que já abraçaram o
modernismo (ou o liberalismo teológico) — estão declinando até
ao ponto de total irrelevância. Hoje, o número de episcopais nos
Estados Unidos é cerca de metade do que havia há menos de
cinqüenta anos. Em 1965, havia 3,4 milhões de episcopais; hoje,
há 2,3 milhões.[5]
Essa denominação está numa trajetória de perder (de modo
apropriado) todos os seus membros e declarar falência antes do
fim da década. Já está bem na hora de isso acontecer. Exatamente
uma semana antes de votar em favor de mudar o nome da Trindade,
a assembléia geral da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da
América (PCUSA) anunciou a demissão de setenta e cinco dos seus
funcionários e cortes no orçamento num total de mais de nove
milhões de dólares.[6]
Em maior ou menor grau, todas as denominações que acolheram os
modernistas têm sofrido esse mesmo efeito. O modernismo tem
fracassado demonstravelmente — de maneiras espetaculares.
[1]. John F. MacArthur, Jr.; The Truth War –
Fighting for Certainty in an age of Deception. Nashville:
Thomas Nelson, 2007, pp. 170 -171. Este livro deverá ser
brevemente publicado em português pela Editora FIEL.
[2]. Charlotte Allen, “Liberal Christianity Is
Paying for Its Sins”, Los Angeles Times, 9 de julho de 2006.
[3]. Ibid.
[4]. Ibid.
[5]. Ibid.
[6]. Jerry L Van Marter, “GAC Releases names of
those laid off,” PresbyterianNewsService, Online: http://www.pcusa.org/pcnews/2006/06245.htm
(acessado em 5 de Dezembro de 2006).