Confessamos, então, que Deus cumpriu a promessa feita aos nossos ancestrais pela boca dos seus santos profetas quando enviou ao mundo, no tempo que determinou, seu próprio, único e eterno Filho. Este assumiu a forma de servo e tornou-se semelhante aos homens (Fp 2.7), tomando realmente a verdadeira natureza humana com todas as suas fraquezas, mas sem pecado. Foi concebido no ventre da bem-aventurada virgem Maria, pelo poder do Espírito Santo, sem intervenção do homem. E não somente tomou a natureza humana quanto ao corpo, mas também a verdadeira alma humana para que fosse um verdadeiro homem. Pois, estando perdidos tanto a alma como o corpo, ele devia tomar ambos para salvá-los.
Por isso, confessamos (contra a heresia dos anabatistas que negam que Cristo tenha assumido a natureza de sua mãe) que Cristo participou do sangue e da carne dos filhos de Deus (Hb 2.14); que ele, “segundo a carne, veio da descendência de Davi” (Rm 1.3); fruto do ventre de Maria (Lc 1.42); nascido de uma mulher (Gl 4.4); rebento de Davi (Jr 33.15; At 2.30); renovo da raiz de Jessé (Is 11.1); brotado de Judá (Hb 7.14); descendente dos judeus segundo a carne (Rm 9.5); da descendência de Abraão, tornando-se semelhante aos irmãos em tudo, mas sem pecado (Hb 2.16, 17; 4.15).
Assim ele é, na verdade, nosso Emanuel, isto é, Deus conosco (Mt 1.23).
Ref: Gn 26.4; 2Sm 7.12-16; Sl 132.11; Lc 1.55; At 13.23; Gl 4.4; 1Tm 2.5; 1Tm 3.16; Hb 2.14; 2Co 5.21; Hb 7.26; 1Pe 2.22; Mt 1.18; Lc 1.35; Gl 3.16
(Artigo 18)
Confissão de Fé de Westminster - 1648
O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria e da substância dela. As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a humanidade - foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem.
Ref: Jo 1.1,14; 1Jo 5.20; Fl 2.6; Gl 4.4; Hb 2.14,17 e 4.15; Lc 1.27,31,35; Mt 16.16; Cl 2.9; Rm 9.5; Rm 1.3-4; 1Tm 2.5.
(Artigo VIII.II)
Segunda Confissão de Fé Londrina - 1677/1689
O Filho de Deus, Segunda pessoa da Trindade Santa – sendo o próprio Deus eterno, o resplendor da glória do Pai, da mesma essência e igual ao Pai -, Ele fez o mundo, sustém e governa todas as coisas que criou. Quando veio a plenitude do tempo, Ele tomou sobre si a natureza humana, com todas as suas propriedades essenciais e fraquezas comuns – porém, sem pecado.
E foi concebido pelo Espírito Santo, no ventre da Virgem Maria (pois o Espírito Santo desceu sobre ela, e o poder do Altíssimo a envolveu). Foi nascido de mulher, da tribo de Judá, da descendência de Abraão e de Davi, segundo previam as Escrituras.
Desse modo, duas naturezas completas, perfeitas e distintas foram inseparavelmente unidas, em uma única pessoa, sem conversão, composição ou confusão. E essa pessoa é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem; no entanto, um só Cristo, o único mediador entre Deus e os homens.
Ref: Jo.1.14; Gl.4.4; Rm.8.3; Hb.2.14,16,17; Hb.4.15; Mt.1.22,23; Lc.1.27,31,35; Rm.9.5; 1Tm.2.5.
(Artigo 8.2)
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Textos utilizados:
1. Confissão de Fé e Catecismo de Heidelberg. São Paulo: Cultura Cristã, 1999, 80p.
2. Confissão de Fé e Catecismo Maior. São Paulo:Casa Editora Presbiteriana, 1987, 141p.
3. Fé para Hoje; Confissão de Fé Batista de 1689. São José dos Campos (SP):Editora FIEL, 1991, 64p.
