A Nova Confissão de Fé dos Batistas do Sul dos EUA: alguns pontos que têm recebido resistência
Numa troca de correspondência com um pastor batista brasileiro, ele comentava acerca de um convite para o pastorado em uma igreja na Convenção Batista do Sul dos EUA: “Se no convite incluísse a subscrição da Declaração Doutrinária da Convenção do Sul dos Estados Unidos, certamente não a subscreveria, pois acredito, por exemplo, que a chave hermenêutica para a compreensão da Bíblia é Jesus Cristo, que é diferente da modificação feita na atual Declaração que diz que a Bíblia interpreta a própria Bíblia.” E ele concluiu: “Graças a Deus, porém, não me foi solicitado a subscrição”.
Para aqueles que não estão familiarizados com esta questão, cabe esclarecer que, entre os problemas que alguns têm com o novo texto da Confissão de Fé da Convenção Batista do Sul, aprovado em 2000, é que ele declara no preâmbulo: “As igrejas, associações e corpos Batistas em geral têm adotado confissões de fé como um testemunho ao mundo, e como instrumentos de responsabilidade doutrinal. Nós não nos sentimos envergonhados em declarar diante do mundo que estas são doutrinas que consideramos preciosas e essenciais à tradição de fé e prática Batista”. Os Batistas do Sul afirmaram que “numa geração crescentemente hostil à verdade cristã, nosso desafio é expressar a verdade como está revelada na Escritura, e dar testemunho de Jesus Cristo, que é ´o Caminho, a Verdade, e a Vida´."
Observe que a expressão “Confissão de Fé” voltou a ser utilizada em lugar de “Declaração de Fé”. Porém, o ponto que mais tem incomodado alguns está na afirmação de que as Confissões de Fé são “instrumentos de responsabilidade doutrinal”. A palavra em inglês traduzida como responsabilidade é accountability, e pressupõe a idéia de uma responsabilidade corporativa e de algum tipo formal de prestação de constas. Alguns não crêem que tenham este tipo de responsabilidade diante das Confissões de Fé, e têm imensa dificuldade em subscrever algo assim. Eles insistem que deveria ter sido mantida a redação de 1963, em que se dizia que as “declarações de fé” nunca foram consideradas pelos Batistas como “credos oficiais de autoridade mandatária”. Desta maneira, estas pessoas são contrárias a qualquer uso autoritativo de Confissões de Fé, ou, melhor dizendo, não crêem que a Confissão de Fé estabelece critérios de responsabilidade formal. Algumas destas pessoas argumentam que as “Confissões de fé são instrumentos políticos, de controle, de poder, etc.” Este tipo de argumento sociológico tem sido utilizado principalmente por aqueles que têm problemas com a inerrância das Escrituras, ainda mais quando se considera que nesta época pós-moderna, há em igrejas batistas, mesmo em posições de liderança, alguns que não crêem mais numa verdade absoluta, nem nas reivindicações de verdade do Cristianismo.
Alguns vêm repetindo o refrão de que "a chave hermenêutica para a compreensão da Bíblia é Jesus Cristo, diferente da afirmação de que a Bíblia interpreta a própria Bíblia". De um modo geral, os conservadores estão dispostos a concordar que “a Bíblia deve ser interpretada à luz da pessoa de Jesus Cristo”. Há, entretanto, uma pequena e incômoda pergunta que esses conservadores têm dirigido aos que deles divergem: "Qual Cristo?" Seria o "Cristo" dos docetistas, dos muçulmanos, do kardecismo, dos marxistas, dos unitarianos, das Testemunhas de Jeová...? "Cristo" segundo quem? Qual Cristo? Quem Ele é? Onde podemos encontrar sua identidade, que nos forneça este critério hermenêutico seguro e que estabeleça o padrão de autoridade?
Se por um lado, alguns estão dizendo "nenhum credo somente Cristo", há também aqueles conservadores que dizem "nenhum credo, somente a Bíblia". E a estes também têm sido dirigidas algumas pequenas e incômodas questões: "A Bíblia segundo quem?” Ou: “Como você a interpreta?” Ou: “O que você quis dizer quanto votou unir-se a irmãos de mesma ´fé e ordem´? Qual fé? Qual ordem?”
Abaixo, uma comparação do primeiro artigo, “As Escrituras”, nas três versões da Confissão de Fé dos Batistas do Sul (“Fé e Mensagem”). Os itálicos são meus:
Fé e Mensagem Batista de 1925
Cremos que a Santa Bíblia foi escrita por homens divinamente inspirados, e é um perfeito tesouro de instrução celestial; que ela tem a Deus como seu autor, a salvação como seu fim, e a verdade, sem qualquer mistura de erro, como seu assunto; que ela revela os princípios pelos quais Deus nos julgará; e que, por conseguinte, é e permanecerá até o fim do mundo, o centro verdadeiro de união Cristã, e o padrão supremo pelo qual devem ser examinados toda conduta humana, credos e opiniões religiosas.
Lc 16.29-31; 2 Tm. 3.15-17; Ef. 2.20; Hb. 1.1; 2 Pd. 1.19-21; Jo 16.13-15; Mt. 22.29-31; Sl 19.7-10; Sl 119.1-8.
Fé e Mensagem Batista de 1963
A Santa Bíblia foi escrita por homens divinamente inspirados, e é o registro da revelação que Deus faz de si mesmo ao homem. É um tesouro perfeito de instrução divina. Seu autor é Deus, a salvação é seu fim, e sua essência é a verdade, sem nenhuma mescla de erro. Revela os princípios pelos quais Deus nos julga; e, por conseguinte, é e será até o fim do mundo o verdadeiro centro de união cristã, e a norma suprema pela qual se deve examinar toda conduta humana, credos e opiniões religiosas. O critério pelo qual a Bíblia deve ser interpretada é Jesus Cristo.
Ex. 24.4; Dt. 4.1-2; 17.19; Js. 8.34; Sl 19.7-10; 119.11,89,105,140; Is. 34.16; 40.8; Jr. 15.16; 36; Mt. 5.17-18; 22.29; Lc 21.33; 24.44-46; Jo 5.39; 16.3-15; 17.17; At 2.16ss.; 17.11; Rm. 15.4; 16.25-26; 2 Tm. 3.15-17; Hb. 1.1-2; 4.12; 1 Pd 1.25; 2 Pd 1.19-21.
Fé e Mensagem Batista 2000 (atual)
A Santa Bíblia foi escrita por homens divinamente inspirados e é a revelação que Deus faz de si mesmo ao homem. É um tesouro perfeito de instrução divina. Tem a Deus como seu autor, o seu propósito é a salvação, e seu tema é a verdade, sem mescla de qualquer erro. Portanto, toda a Escritura é totalmente verdadeira e confiável. Ela revela os princípios pelos quais Deus nos julga, e, portanto é e permanecerá sendo até o fim do mundo, o centro verdadeiro da união Cristã, e a norma suprema pela qual toda conduta, credos, e opiniões religiosa humanas devem ser julgadas. Toda a Escritura é um testemunho de Cristo, que é Ele mesmo o centro da revelação divina.
Ex. 24.4; Dt. 4.1-2; 17.19; Js. 8.34; Sl 19.7-10; 119.11,89,105,140; Is. 34.16; 40.8; Jr. 15.16; 36; Mt. 5.17-18; 22.29; Lc 21.33; 24.44-46; Jo 5.39; 16.3-15; 17.17; At 2.16ss.; 17.11; Rm. 15.4; 16.25-26; 2 Tm. 3.15-17; Hb. 1.1-2; 4.12; 1 Pd 1.25; 2 Pd 1.19-21.
Um outro ponto que tem recebido bastante resistência e rejeição, é o artigo sobre A Família. Em 1997 a Assembléia Convencional aprovou moção no sentido de que a Fé e Mensagem Batista de 1963 fosse revisada, e que o comitê eleito tivesse como “propósito primário adicionar um artigo sobre a Família”. O artigo foi aprovado em junho de 1998, e ratificado na revisão efetuada em 2000. Diante da aprovação deste artigo, houve uma furiosa reação da parte de diversos segmentos internos e externos à Convenção.
Deus ordenou a família como a instituição fundamental da sociedade humana. Ela é composta por pessoas relacionadas umas com as outras pelo matrimônio, sangue ou adoção.
O matrimônio é a união de um homem e uma mulher em um pacto de compromisso por toda a vida. Ele é um dom de Deus para revelar a união de Cristo e Sua igreja e para prover para o homem e a mulher um meio de companheirismo íntimo, o canal para a expressão sexual de acordo com os padrões bíblicos, e os meios para a procriação da raça humana.
O esposo e a esposa têm o mesmo valor diante de Deus, visto que ambos foram criados à imagem de Deus. A relação matrimonial modela a forma como Deus se relaciona com seu povo. Um esposo deve amar a sua esposa como Cristo amou à Igreja. Tem ele a responsabilidade dada por Deus de prover, proteger e dirigir a sua família. Uma esposa deve submeter-se graciosamente à servil liderança de seu esposo, assim como a igreja se sujeita voluntariamente à direção de Cristo. Ela, sendo criada à imagem de Deus tal como o seu marido, e portanto igual a ele, tem a responsabilidade dada por Deus de respeitar seu marido e servir-lhe de ajuda na administração do lar e na educação da próxima geração.
Os filhos, desde o momento da concepção, são uma bênção e herança do Senhor. Os pais devem demonstrar a seus filhos o modelo de Deus para o matrimônio. Os pais devem ensinar a seus filhos os valores espirituais e morais, e dirigir-lhes, mediante o exemplo de um estilo de vida consistente e uma disciplina amorosa, para que façam decisões baseadas na verdade bíblica. Os filhos devem honrar e obedecer aos seus pais.
Gn 1.26-28; 2.15-25; 3.1-20; Ex 20.12; Dt 6.4-9; Js 24.15; 1 Sm 1.26-28; Sl 51.5; 78.1-8; 127; 128; 139.13-16; Pv 1.8; 5.15-20; 6.20-22; 12.4; 13.24; 14.1; 17.6; 18.22; 22.6,15; 23.13-14; 24.3: 29.15,17; 31.10-31; Ec 4.9-12; 9.9; Ml 2.14-16; Mt 5.31-32; 18.2-5; 19.3-9; Mc 10.6-12; Rm 1.18-32; 1 Co 7.1-16; Ef 5.21-33; 6.1-4; Cl 3.18-21; 1 Tm 5.8,14; 2Tm 1.3-5; Tt 2.3-5; Hb 14.4; 1 Pd 3.1-7.
Para uma comparação das três versões em inglês, acesse: http://www.sbc.net/bfm/bfmcomparison.asp
Há, em Língua Espanhola, um quadro comparativo entre as versões de 1963 e 2000, com marcação dos pontos que alguns consideram problemáticos: http://www.baptiststandard.com/postnuke/pdf/BFM_Spanish.pdf
Blog Ex Corde. © 2006, de Gilson Santos
Para aqueles que não estão familiarizados com esta questão, cabe esclarecer que, entre os problemas que alguns têm com o novo texto da Confissão de Fé da Convenção Batista do Sul, aprovado em 2000, é que ele declara no preâmbulo: “As igrejas, associações e corpos Batistas em geral têm adotado confissões de fé como um testemunho ao mundo, e como instrumentos de responsabilidade doutrinal. Nós não nos sentimos envergonhados em declarar diante do mundo que estas são doutrinas que consideramos preciosas e essenciais à tradição de fé e prática Batista”. Os Batistas do Sul afirmaram que “numa geração crescentemente hostil à verdade cristã, nosso desafio é expressar a verdade como está revelada na Escritura, e dar testemunho de Jesus Cristo, que é ´o Caminho, a Verdade, e a Vida´."
Observe que a expressão “Confissão de Fé” voltou a ser utilizada em lugar de “Declaração de Fé”. Porém, o ponto que mais tem incomodado alguns está na afirmação de que as Confissões de Fé são “instrumentos de responsabilidade doutrinal”. A palavra em inglês traduzida como responsabilidade é accountability, e pressupõe a idéia de uma responsabilidade corporativa e de algum tipo formal de prestação de constas. Alguns não crêem que tenham este tipo de responsabilidade diante das Confissões de Fé, e têm imensa dificuldade em subscrever algo assim. Eles insistem que deveria ter sido mantida a redação de 1963, em que se dizia que as “declarações de fé” nunca foram consideradas pelos Batistas como “credos oficiais de autoridade mandatária”. Desta maneira, estas pessoas são contrárias a qualquer uso autoritativo de Confissões de Fé, ou, melhor dizendo, não crêem que a Confissão de Fé estabelece critérios de responsabilidade formal. Algumas destas pessoas argumentam que as “Confissões de fé são instrumentos políticos, de controle, de poder, etc.” Este tipo de argumento sociológico tem sido utilizado principalmente por aqueles que têm problemas com a inerrância das Escrituras, ainda mais quando se considera que nesta época pós-moderna, há em igrejas batistas, mesmo em posições de liderança, alguns que não crêem mais numa verdade absoluta, nem nas reivindicações de verdade do Cristianismo.
Alguns vêm repetindo o refrão de que "a chave hermenêutica para a compreensão da Bíblia é Jesus Cristo, diferente da afirmação de que a Bíblia interpreta a própria Bíblia". De um modo geral, os conservadores estão dispostos a concordar que “a Bíblia deve ser interpretada à luz da pessoa de Jesus Cristo”. Há, entretanto, uma pequena e incômoda pergunta que esses conservadores têm dirigido aos que deles divergem: "Qual Cristo?" Seria o "Cristo" dos docetistas, dos muçulmanos, do kardecismo, dos marxistas, dos unitarianos, das Testemunhas de Jeová...? "Cristo" segundo quem? Qual Cristo? Quem Ele é? Onde podemos encontrar sua identidade, que nos forneça este critério hermenêutico seguro e que estabeleça o padrão de autoridade?
Se por um lado, alguns estão dizendo "nenhum credo somente Cristo", há também aqueles conservadores que dizem "nenhum credo, somente a Bíblia". E a estes também têm sido dirigidas algumas pequenas e incômodas questões: "A Bíblia segundo quem?” Ou: “Como você a interpreta?” Ou: “O que você quis dizer quanto votou unir-se a irmãos de mesma ´fé e ordem´? Qual fé? Qual ordem?”
Abaixo, uma comparação do primeiro artigo, “As Escrituras”, nas três versões da Confissão de Fé dos Batistas do Sul (“Fé e Mensagem”). Os itálicos são meus:
Fé e Mensagem Batista de 1925
Cremos que a Santa Bíblia foi escrita por homens divinamente inspirados, e é um perfeito tesouro de instrução celestial; que ela tem a Deus como seu autor, a salvação como seu fim, e a verdade, sem qualquer mistura de erro, como seu assunto; que ela revela os princípios pelos quais Deus nos julgará; e que, por conseguinte, é e permanecerá até o fim do mundo, o centro verdadeiro de união Cristã, e o padrão supremo pelo qual devem ser examinados toda conduta humana, credos e opiniões religiosas.
Lc 16.29-31; 2 Tm. 3.15-17; Ef. 2.20; Hb. 1.1; 2 Pd. 1.19-21; Jo 16.13-15; Mt. 22.29-31; Sl 19.7-10; Sl 119.1-8.
Fé e Mensagem Batista de 1963
A Santa Bíblia foi escrita por homens divinamente inspirados, e é o registro da revelação que Deus faz de si mesmo ao homem. É um tesouro perfeito de instrução divina. Seu autor é Deus, a salvação é seu fim, e sua essência é a verdade, sem nenhuma mescla de erro. Revela os princípios pelos quais Deus nos julga; e, por conseguinte, é e será até o fim do mundo o verdadeiro centro de união cristã, e a norma suprema pela qual se deve examinar toda conduta humana, credos e opiniões religiosas. O critério pelo qual a Bíblia deve ser interpretada é Jesus Cristo.
Ex. 24.4; Dt. 4.1-2; 17.19; Js. 8.34; Sl 19.7-10; 119.11,89,105,140; Is. 34.16; 40.8; Jr. 15.16; 36; Mt. 5.17-18; 22.29; Lc 21.33; 24.44-46; Jo 5.39; 16.3-15; 17.17; At 2.16ss.; 17.11; Rm. 15.4; 16.25-26; 2 Tm. 3.15-17; Hb. 1.1-2; 4.12; 1 Pd 1.25; 2 Pd 1.19-21.
Fé e Mensagem Batista 2000 (atual)
A Santa Bíblia foi escrita por homens divinamente inspirados e é a revelação que Deus faz de si mesmo ao homem. É um tesouro perfeito de instrução divina. Tem a Deus como seu autor, o seu propósito é a salvação, e seu tema é a verdade, sem mescla de qualquer erro. Portanto, toda a Escritura é totalmente verdadeira e confiável. Ela revela os princípios pelos quais Deus nos julga, e, portanto é e permanecerá sendo até o fim do mundo, o centro verdadeiro da união Cristã, e a norma suprema pela qual toda conduta, credos, e opiniões religiosa humanas devem ser julgadas. Toda a Escritura é um testemunho de Cristo, que é Ele mesmo o centro da revelação divina.
Ex. 24.4; Dt. 4.1-2; 17.19; Js. 8.34; Sl 19.7-10; 119.11,89,105,140; Is. 34.16; 40.8; Jr. 15.16; 36; Mt. 5.17-18; 22.29; Lc 21.33; 24.44-46; Jo 5.39; 16.3-15; 17.17; At 2.16ss.; 17.11; Rm. 15.4; 16.25-26; 2 Tm. 3.15-17; Hb. 1.1-2; 4.12; 1 Pd 1.25; 2 Pd 1.19-21.
Um outro ponto que tem recebido bastante resistência e rejeição, é o artigo sobre A Família. Em 1997 a Assembléia Convencional aprovou moção no sentido de que a Fé e Mensagem Batista de 1963 fosse revisada, e que o comitê eleito tivesse como “propósito primário adicionar um artigo sobre a Família”. O artigo foi aprovado em junho de 1998, e ratificado na revisão efetuada em 2000. Diante da aprovação deste artigo, houve uma furiosa reação da parte de diversos segmentos internos e externos à Convenção.
Deus ordenou a família como a instituição fundamental da sociedade humana. Ela é composta por pessoas relacionadas umas com as outras pelo matrimônio, sangue ou adoção.
O matrimônio é a união de um homem e uma mulher em um pacto de compromisso por toda a vida. Ele é um dom de Deus para revelar a união de Cristo e Sua igreja e para prover para o homem e a mulher um meio de companheirismo íntimo, o canal para a expressão sexual de acordo com os padrões bíblicos, e os meios para a procriação da raça humana.
O esposo e a esposa têm o mesmo valor diante de Deus, visto que ambos foram criados à imagem de Deus. A relação matrimonial modela a forma como Deus se relaciona com seu povo. Um esposo deve amar a sua esposa como Cristo amou à Igreja. Tem ele a responsabilidade dada por Deus de prover, proteger e dirigir a sua família. Uma esposa deve submeter-se graciosamente à servil liderança de seu esposo, assim como a igreja se sujeita voluntariamente à direção de Cristo. Ela, sendo criada à imagem de Deus tal como o seu marido, e portanto igual a ele, tem a responsabilidade dada por Deus de respeitar seu marido e servir-lhe de ajuda na administração do lar e na educação da próxima geração.
Os filhos, desde o momento da concepção, são uma bênção e herança do Senhor. Os pais devem demonstrar a seus filhos o modelo de Deus para o matrimônio. Os pais devem ensinar a seus filhos os valores espirituais e morais, e dirigir-lhes, mediante o exemplo de um estilo de vida consistente e uma disciplina amorosa, para que façam decisões baseadas na verdade bíblica. Os filhos devem honrar e obedecer aos seus pais.
Gn 1.26-28; 2.15-25; 3.1-20; Ex 20.12; Dt 6.4-9; Js 24.15; 1 Sm 1.26-28; Sl 51.5; 78.1-8; 127; 128; 139.13-16; Pv 1.8; 5.15-20; 6.20-22; 12.4; 13.24; 14.1; 17.6; 18.22; 22.6,15; 23.13-14; 24.3: 29.15,17; 31.10-31; Ec 4.9-12; 9.9; Ml 2.14-16; Mt 5.31-32; 18.2-5; 19.3-9; Mc 10.6-12; Rm 1.18-32; 1 Co 7.1-16; Ef 5.21-33; 6.1-4; Cl 3.18-21; 1 Tm 5.8,14; 2Tm 1.3-5; Tt 2.3-5; Hb 14.4; 1 Pd 3.1-7.
Para uma comparação das três versões em inglês, acesse: http://www.sbc.net/bfm/bfmcomparison.asp
Há, em Língua Espanhola, um quadro comparativo entre as versões de 1963 e 2000, com marcação dos pontos que alguns consideram problemáticos: http://www.baptiststandard.com/postnuke/pdf/BFM_Spanish.pdf
Blog Ex Corde. © 2006, de Gilson Santos

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