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13 Janeiro 2006

Os Primeiros Batistas Gerais Ingleses praticaram o batismo por imersão? (II)

Em 07 de dezembro último postei o texto “Os Primeiros Batistas Gerais Ingleses praticaram o batismo por imersão?”. Nele eu comentava acerca do entendimento que o Pr. Salovi Bernardo tinha a este respeito, inclusive me reportando a um artigo de sua autoria, publicado n’O Jornal Batista de 25 de setembro de 2005. A opinião expressa pelo Pr. Salovi era de que os primeiros batistas gerais ingleses praticaram a imersão como forma de batismo.

Fiz, depois, menção de uma carta-resposta pelo Pr. Zaqueu Moreira de Oliveira, publicada em 27 de novembro n’O Jornal Batista, em que ele fez reparos àquela opinião de Pr. Salovi, e, recorrendo às fontes disponíveis, concluiu dizendo que os primeiros batistas gerais ingleses praticaram a afusão, e não a imersão.

Agora, a fim de que procedamos com justiça, é preciso informar aos leitores deste blog que o Pr. Salovi, em carta endereçada ao Jornal Batista (Ano CVI – 3, Domingo, 15/1/06), dirige-se novamente aos leitores do semanário para externar sua concordância com o reparo que foi feito pelo Pr. Zaqueu:

Fiquei também feliz pelos artigos publicados (...) pelo dr. Zaqueu sobre os Batistas Gerais e os Batistas Particulares, nas edições de 1/10/05 e 04/12/05, respectivamente.

O pr. Zaqueu fez quatro reparos muito importantes, e que desejo comentar, aprofundando alguns aspectos:

1- Faz, com razão, reparos à declaração que fiz no artigo “Os Começos”, edição nº 39 de 26/9/05, de que John Smyth “se convenceu de que o batismo bíblico era por imersão”, portanto seu batismo e dos seus companheiros teriam sido por imersão, como declarei em várias oportunidades no referido artigo. O que na verdade aconteceu, foi que John Smyth se convenceu de que “uma igreja bíblica deve compor-se só de pessoas regeneradas que tenham sido batizadas após profissão de fé”.

O ponto importante da posição assumida por Smyth era de que uma igreja bíblica, para ser conforme os ensinos dos apóstolos, precisava ser composta só de pessoas regeneradas, que confessam sua fé em Jesus Cristo e são batizadas mediante profissão de fé e, por conseqüência, rejeitam o batismo infantil, por não atender ao requerimento bíblico da confissão de fé que era praticado pelas igrejas estatais e pelas igrejas separadas, ou independentes.

A questão da forma do batismo ser por imersão ou não, só vai ser definida e adotada, mais tarde, por volta de 1642, como resultado das discussões que se aprofundaram na busca do padrão da igreja bíblica, portanto, neotestamentária, como declaro no artigo em causa, no parágrafo sobre os Batistas Particulares.

A exposição sobre o batismo por imersão que o pr. Zaqueu faz, repõe a questão histórica no seu devido lugar.
Cremos que os bons artigos de Pr. Zaqueu Moreira de Oliveira têm servido grandemente para lançar luz sobre aquele momento histórico, e que este reparo foi muito oportuno. E cremos, também, que este honrado reconhecimento do Pr. Salovi deve ser merecedor de grande apreço, não somente pelo conteúdo que endossa, mas sobretudo pelo valor cristão que representa em si mesmo.

Blog Ex Corde - © 2006, de Gilson Santos

1 Comentários:

Blogger Tio escreveu...

É muito bom encontrar material de qualidade, com um texto escrito por quem entende do assunto.

Agradeço em nome de todos os batistas, quer reformados ou não.

Marcelo Hagah
João Pessoa-PB

Quinta-feira, 17 Janeiro, 2008  

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