"Previsões" para 2006
Vem chegando dois mil e seis a passos largos. E desaparecem as últimas horas deste ano. É tempo de planejar e fazer alvos sob a sábia direção de Deus. Via de regra, um ano abençoado não acontece por acaso. É produto de uma busca determinada, de uma intenção forte, quando sabemos para onde vamos e chamamos pelo auxílio divino, estabelecendo resolutamente dependência do Senhor para chegarmos lá. Não faltam oportunidades para cada Igreja e para cada crente. O campo é o mundo. Em todo lugar há o que fazer. E muito! A maioria dos homens está perdida. O que você está fazendo? O que está pretendendo realizar no ano vindouro?
Neste final de ano, e mesmo no início do próximo, muitos são os advinhos, prognosticadores, "profetas" e videntes. A sociedade brasileira dá grande ibope a eles. E os tais se multiplicam, fazendo fama e até fortuna no meio de um povo supersticioso, crédulo, e que não se propõe a viver por fé, mas sim por vista! "Pois todo o que faz tal coisa é abominação ao Senhor" (Dt 18.12). Naturalmente, o futuro desperta a curiosidade de todos! Contudo, o que precisamos saber quanto ao nosso futuro Deus já nos revelou em Sua Palavra. Nestas questões de futuro, é melhor que o Povo da Aliança consulte o Seu próprio Deus! Estejamos contentes com a suficiência disto que Deus já nos deu.
Entretanto, não é preciso ser advinho e nem “profeta” para “arriscar um palpite” que, caso o Senhor Jesus não retorne durante o próximo ano, a sociedade brasileira, no seu espírito ufanista e eufórico, estará envolvida em cinco momentos maiores: Carnaval, Páscoa, Copa do Mundo, Eleições e Natal. Esta parece ser a agenda básica do brasileiro para 2006.
Já estamos no Carnaval, por assim dizer! E o que há de Cristão no carnaval? Depois vem a Páscoa, quando a sociedade celebra com seus coelhos, papéis coloridos, e seus ovos de chocolate. Há ainda algumas imagens mórbidas de um "Cristo morto". Depois, em junho e julho, o Brasil se veste de verde e amarelo. Todo o rolo-compressor do empresariado, da mídia, e da publicidade é lançado sobre o consumismo do povo. Para alguns brasileiros, o melhor que pode acontecer será a seleção de Parreira levantar a Taça do Hexa na Alemanha. As cortinas se fecham e se abrem. Aí vêm os carros de som, “santinhos”, programa eleitoral gratuito no rádio e na TV, comícios, palanques, promessas, apertos de mão, e até algumas visitas ilustres na Igreja... Preciso dizer mais alguma coisa? E por fim, todo aquele reboliço de Natal novamente. Pai, já não acabamos de sair disso agora?
E você? É nisto que espera ver resumida a sua vida em 2006? Como cristãos, seremos engolidos pelo sistema de valores que impera na sociedade brasileira hoje? Seremos arrastados como peixes mortos correnteza abaixo? Ou haverá um significado mais elevado para nós durante o próximo ano? Assumiremos os propósitos e desafios de Deus para nossa vida? Qual sua agenda para 2006? O que Deus espera de você no próximo ano?
Há exatos oito anos, a saber, no final de 1997, eu lia na Revista Isto É uma pesquisa encomendada. Ela revelava que o brasileiro começava 1998 otimista com relação à sua vida e pessimista quanto ao país. Um pouco mais satisfeita com a elevação do seu poder de consumo, boa parte da população brasileira adentrava 98 "bem em casa e mal na rua", dizia a reportagem.
O que significava "mal na rua"? Significava que a educação pública continuaria reprovada; que o emprego, mais que nunca, estaria ameaçado; que o perigo estaria na estrada e na cidade com falta de segurança, aliada à miséria, vícios, e violência; que haveria altos e baixos na saúde... se viver é uma aventura, no Brasil chegava a ser uma questão de bravura! Apesar disso tudo, o brasileiro se dizia otimista. O otimismo parecia ser uma lição de vida, pois, nas palavras das pessoas entrevistadas, "pessimismo só atrai baixo-astral". “Astral” era uma palavra bastante esotérica, aliás.
Oito anos após, penso que o tom da música não mudou muito. Uma averiguação realista e mais rigorosa mostrará que o brasileiro permanece mal, quer na rua, quer em casa. A condição moral e espiritual do povo é das piores! Os problemas familiares são gigantescos e crescentes. O aumento da superstição, do ocultismo e esoterismo é alarmante. A proliferação de seitas e toda essa efervescência e confusão religiosa só vêm confirmar que o brasileiro é um povo carente. Sem contar o aumento da miséria, do desemprego, da violência, e de cenas bárbaras, como as que assistimos recentemente. As instituições no Brasil encontram-se em caos! Crassa uma falência e descrédito.
Há esperança? Os catedráticos da ciência da vez, a Economia, dizem haver. Mas, seguramente, a atual condição dos países ricos só vem confirmar que, sem o temor de Deus, as previsões para o nosso país em 2006 não podem ser as melhores. É tempo do Povo da Aliança “se humilhar, e orar, e buscar a face de seu Senhor, e se converter dos seus maus caminhos” (2Cr 7.14). E que sobre nós venham os tempos de refrigério, pela presença do Senhor.
Blog Ex Corde - © 2005, de Gilson Santos

angelho da Graça (Whatever Happened to the Gospel of Grace), faz referências a pesquisas por sociólogos tais como George Gallup Jr. e George Barna, as quais indicam que a maioria dos evangélicos não acredita mais na verdade absoluta. 76% acreditam que os seres humanos são, por natureza, basicamente bons. 86% acreditam que, na salvação, “Deus ajuda aqueles que se ajudam”. Ele chama a atenção para o fato de que os evangélicos eram comumente definidos por sua teologia. Mas hoje são crescentemente definidos por seu estilo. Costumava-se procurar pastores que conheciam a Bíblia. Hoje os evangélicos procuram por ministros com habilidades de gerenciamento e entretenimento. Os evangélicos afluem para personalidade dinâmicas no púlpito em vez daqueles que exibem um caráter piedoso.
1892, foi concebido por muitos como a conclusão da influência Puritana. Não obstante, no século XX, no período do pós-guerra, a tendência começou a reverter-se. "Desde 1957 tem ocorrido um reavivamento teológico reformado, o qual tem suas raízes nos livros dos puritanos", destaca Erroll Hulse em seu livro "Quem Foram os Puritanos?". E tanto Murray quanto Hulse ressaltam a importância do ministério de
principalmente devido às publicações da obra dos puritanos. A Editora Britânica
ca nas mãos dos liberais, e fundam o Seminário de Westminster em 1929. Posteriormente, o Seminário de Westminster abre novos campus, inclusive o da Costa Oeste norte-americana. Numa época em que muitos seminários, inclusive importantes escolas teológicas batistas, rumavam em direção à secularização dos seus currículos, e se “encantavam com o canto” de docentes e acadêmicos liberais e neo-ortodoxos, o Seminário de Westminster constituiu-se numa indelével influência saneadora.
mesmo dia: o assassinato do presidente John Kennedy. C.S. Lewis morreu em 23 de novembro de 1963, deixando uma vasta obra literária especializada no público infantil. E nela se encontram os sete livros da coleção As Crônicas de Nárnia, uma série de aventuras épicas recheada de fantasia que – como um crítico tem acertadamente salientado - “o cinema não ousou filmar até agora, e nem poderia ser diferente: só agora existe tecnologia suficiente em efeitos especiais para dar alguma veracidade a esta história tão fantástica”. Houve uma adaptação mais modesta de
exemplo: comentário de 1 João 2.2). Mas logo vi que muitos utilizavam o adjetivo "suficiente" de uma maneira diferente daquela que o calvinismo ortodoxo utilizava. O livro de Dr. Nettles "By His Grace and For His Glory" ajudou-me a elucidar este ponto, e mais tarde o livro de B. B. Warfield, "The Plan of Salvation" (o livro de Nettles encontra-se recomendando no web-site da
os que afirmam uma visão da soberania de Deus. E isto inclui, portanto, os amiraldistas. De fato, a diferença entre quem afirma que “Deus predestinou quem ia crer” e “quem crê, crê porque Deus o predestinou” é realmente a maior distinção. Os “calvinistas de cinco pontos” devem reconhecer uma afinidade com “calvinistas de quatro pontos”, e não tê-los como arminianos. Assim, penso que, nesta hora, é sábio os calvinistas se esforçarem por manter seus contatos com aqueles que se professam amiraldistas. Respeitáveis teólogos batistas, como A. H. Strong (1836-1921) e o contemporâneo Millard J. Erickson, em linhas gerais, sustentam uma posição que enfatiza um caráter geral da expiação e um caráter particular da chamada eficaz, ocorrendo esta última somente nos eleitos.
Falar de Agostinho é falar de complexidade. Agostinho é considerado “o último dos antigos e o primeiro dos modernos”. Ele teve uma peregrinação riquíssima em aprendizado, uma marcante trajetória e experiência de vida, realizou uma obra singular, e transmitiu um legado de escritos que poucas pessoas podem afirmar conhecer plenamente. Teve um papel ímpar na História da Igreja. Agostinho é daquele tipo de autor que muitos comentam, outros citam, mas poucos conhecem em profundidade. E quando digo poucos, posso afirmar que estou extremamente longe de me encontrar entre eles. Agostinho é um gigante. E ainda mais quando diante de uma geração nanica.
tória da graça divina nos mártires – cujo comportamento parecia inimitável e muito “extramundano” para a maioria dos seus ouvintes – e a operação menos dramática, porém igualmente decisiva, dessa mesma graça na média dos cristãos, quando eles enfrentavam a dor e a tentação em sua vida. (...) A graça divina seguiria o cristão em todas as idades, protegendo o fiel batizado até nos períodos mais vulneráveis de sua vida. (...) E, mais importante que tudo, Agostinho apreendeu com clareza, em sua doutrina da graça, as conseqüências do intenso sentimento da ação validada por uma inspiração sobrenatural, que perpassava toda a cultura religiosa de sua época. Ele domesticou essa idéia de ação ao colocar a glória da graça divina à disposição de todos. Num mundo em que ninguém podia gloriar-se em si mesmo, Agostinho deixou aberto o caminho para que todos, dentro da Igreja católica, se gloriassem na idéia da ação baseada em Deus, pois insistiu em que Deus era capaz de colocar um peso de glória (2Co 4.17) em cada coração.
rentes por imersão e uma teologia calvinista. O rápido crescimento do sentimento batista na área de Londres já pelo ano de 1640, resultou em sérias oposições a este grupo. Vários escritos de linguagem ofensiva apareceram no período de 1642-44, cada qual procurando instigar suspeitas populares contra os batistas e confundir as pessoas a respeito de sua identidade. Buscando reagir contra esta situação e distinguir a si mesmos dos Anabatistas e dos Batistas Gerais, em 1644, quinze pastores das igrejas particulares, incluindo John Spilsbury, William Kiffin e Hanserd Knollys, redigiram uma Confissão de Fé. Esta, com 50 artigos, é considerada uma das mais notáveis confissões batistas de todos os tempos. Sete igrejas particulares adotaram esta Primeira Confissão Londrina, que foi a primeira Confissão moderna do Oeste Europeu a requerer a imersão como o único modo de batismo, e que caracterizava-se, ainda, por forte teologia calvinista e pela defesa de Liberdade Religiosa. Embora recebida com ceticismo em círculos não-batistas, a Confissão ajudou a doutrinar o inglês com visão batista, e a disseminar a fé. Uma segunda edição em 1646 foi instrumento para assegurar tolerância legal para o movimento. Outras edições apareceram no século XVII.
as reuniões dos puritanos. Por causa do Ato de Uniformidade, em 1662, que exigia total aceitação do Livro de Orações anglicano, nada menos que dois mil ministros presbiterianos, independentes e batistas foram obrigados a deixar suas igrejas e os puritanos se tornaram uma parte da tradição não-conformista da Inglaterra.
Gales, convocando-as para uma Assembléia Geral. Em resposta à convocação, 107 igrejas enviaram mensageiros ao encontro em Londres, que foi realizado entre 3 e 12 de setembro. Esta primeira Assembléia Geral dos Batistas Particulares Ingleses, no curso de suas deliberações, aprovou a Confissão de 1677, conforme uma segunda edição que foi publicada em 1688, e recomendou-a para subscrição pelas igrejas e para o estudo dos membros. Começando com as Escrituras Sagradas e terminando com o julgamento final, num total de trinta e dois artigos, entre todas as Confissões de Fé batistas, foi esta, de longe, a de maior destaque e a que de maior autoridade se revestiu. Pretendida como um instrumento apologético e educativo, a Confissão se tornou uma das mais importantes de todas as confissões batistas.
Sul. William Screven (1629-1713), um batista procedente da Inglaterra, e que subscreveu a Confissão de Fé de Somerset, foi consagrado pela igreja em 1682. Screven estabeleceu uma congregação em Kittery, Maine, que mais tarde foi organizada pela igreja em Boston. Como parte do exame dos irmãos de Kittery, requereu-se deles o reconhecimento da Confissão Batista de 1689 (Segunda Confissão de Fé Batista Londrina). Esta igreja, em 1696, transferiu-se para Charleston, na Carolina do Sul, tornando-se a primeira igreja batista no Sul. Quando Screven, já idoso, deixou o pastorado da igreja, ele advertiu a congregação que, o mais breve possível, obtivesse um pastor para conduzi-la, e que tivesse cuidado de que ele revelasse uma “fé ortodoxa, uma vida irrepreensível, e que tivesse como sua a confissão de fé que foi redigida em 1689 pelos irmãos em Londres”.
Carolina do Norte. Eles começaram com dezesseis pessoas e dentro de três anos tinham já três igrejas constituídas com uma membresia superior a 900 pessoas. Em apenas dezessete anos esta igreja deu origem a quarenta e duas igrejas e enviou 125 ministros. Em 1758 a Associação de Sandy Creek foi formada. De início, estes irmãos eram bastante relutantes em utilizar credos e confissões de fé, conquanto o primeiro pacto da igreja em Sandy Creek contivesse fortes afirmações da predestinação, chamada eficaz, e perseverança dos santos. Em 1816, contudo, esta Associação adotou a Confissão de Filadélfia como base para os seus Princípios de Fé, tendo sido Basil Manly o relator do comitê de redação. Estes princípios demonstram o compromisso da Associação com a soteriologia calvinista, e serviu de influência sobre uma multiplicidade de igrejas.