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Blog de Gilson Santos

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29 Dezembro 2005

"Previsões" para 2006

Quando trabalhei no comércio, o final do mês de dezembro era tempo de balanço. Fechávamos as portas, e partíamos para um trabalho intenso junto aos estoques, notas fiscais, vitrines, etc. Com as novas tecnologias, isto pode ter mudado. Porém, qualquer empresário de visão sabe a importância de promover balanços. E todas as pessoas diligentes, e que querem melhorar e não repetir erros passados, "fecham para balanço". Este é o momento de avaliar o ano de 2005. Houve um “saldo positivo”? Houve “crescimento”?

Vem chegando dois mil e seis a passos largos. E desaparecem as últimas horas deste ano. É tempo de planejar e fazer alvos sob a sábia direção de Deus. Via de regra, um ano abençoado não acontece por acaso. É produto de uma busca determinada, de uma intenção forte, quando sabemos para onde vamos e chamamos pelo auxílio divino, estabelecendo resolutamente dependência do Senhor para chegarmos lá. Não faltam oportunidades para cada Igreja e para cada crente. O campo é o mundo. Em todo lugar há o que fazer. E muito! A maioria dos homens está perdida. O que você está fazendo? O que está pretendendo realizar no ano vindouro?

Neste final de ano, e mesmo no início do próximo, muitos são os advinhos, prognosticadores, "profetas" e videntes. A sociedade brasileira dá grande ibope a eles. E os tais se multiplicam, fazendo fama e até fortuna no meio de um povo supersticioso, crédulo, e que não se propõe a viver por fé, mas sim por vista! "Pois todo o que faz tal coisa é abominação ao Senhor" (Dt 18.12). Naturalmente, o futuro desperta a curiosidade de todos! Contudo, o que precisamos saber quanto ao nosso futuro Deus já nos revelou em Sua Palavra. Nestas questões de futuro, é melhor que o Povo da Aliança consulte o Seu próprio Deus! Estejamos contentes com a suficiência disto que Deus já nos deu.

Entretanto, não é preciso ser advinho e nem “profeta” para “arriscar um palpite” que, caso o Senhor Jesus não retorne durante o próximo ano, a sociedade brasileira, no seu espírito ufanista e eufórico, estará envolvida em cinco momentos maiores: Carnaval, Páscoa, Copa do Mundo, Eleições e Natal. Esta parece ser a agenda básica do brasileiro para 2006.

Já estamos no Carnaval, por assim dizer! E o que há de Cristão no carnaval? Depois vem a Páscoa, quando a sociedade celebra com seus coelhos, papéis coloridos, e seus ovos de chocolate. Há ainda algumas imagens mórbidas de um "Cristo morto". Depois, em junho e julho, o Brasil se veste de verde e amarelo. Todo o rolo-compressor do empresariado, da mídia, e da publicidade é lançado sobre o consumismo do povo. Para alguns brasileiros, o melhor que pode acontecer será a seleção de Parreira levantar a Taça do Hexa na Alemanha. As cortinas se fecham e se abrem. Aí vêm os carros de som, “santinhos”, programa eleitoral gratuito no rádio e na TV, comícios, palanques, promessas, apertos de mão, e até algumas visitas ilustres na Igreja... Preciso dizer mais alguma coisa? E por fim, todo aquele reboliço de Natal novamente. Pai, já não acabamos de sair disso agora?

E você? É nisto que espera ver resumida a sua vida em 2006? Como cristãos, seremos engolidos pelo sistema de valores que impera na sociedade brasileira hoje? Seremos arrastados como peixes mortos correnteza abaixo? Ou haverá um significado mais elevado para nós durante o próximo ano? Assumiremos os propósitos e desafios de Deus para nossa vida? Qual sua agenda para 2006? O que Deus espera de você no próximo ano?

Há exatos oito anos, a saber, no final de 1997, eu lia na Revista Isto É uma pesquisa encomendada. Ela revelava que o brasileiro começava 1998 otimista com relação à sua vida e pessimista quanto ao país. Um pouco mais satisfeita com a elevação do seu poder de consumo, boa parte da população brasileira adentrava 98 "bem em casa e mal na rua", dizia a reportagem.

O que significava "mal na rua"? Significava que a educação pública continuaria reprovada; que o emprego, mais que nunca, estaria ameaçado; que o perigo estaria na estrada e na cidade com falta de segurança, aliada à miséria, vícios, e violência; que haveria altos e baixos na saúde... se viver é uma aventura, no Brasil chegava a ser uma questão de bravura! Apesar disso tudo, o brasileiro se dizia otimista. O otimismo parecia ser uma lição de vida, pois, nas palavras das pessoas entrevistadas, "pessimismo só atrai baixo-astral". “Astral” era uma palavra bastante esotérica, aliás.

Oito anos após, penso que o tom da música não mudou muito. Uma averiguação realista e mais rigorosa mostrará que o brasileiro permanece mal, quer na rua, quer em casa. A condição moral e espiritual do povo é das piores! Os problemas familiares são gigantescos e crescentes. O aumento da superstição, do ocultismo e esoterismo é alarmante. A proliferação de seitas e toda essa efervescência e confusão religiosa só vêm confirmar que o brasileiro é um povo carente. Sem contar o aumento da miséria, do desemprego, da violência, e de cenas bárbaras, como as que assistimos recentemente. As instituições no Brasil encontram-se em caos! Crassa uma falência e descrédito.

Há esperança? Os catedráticos da ciência da vez, a Economia, dizem haver. Mas, seguramente, a atual condição dos países ricos só vem confirmar que, sem o temor de Deus, as previsões para o nosso país em 2006 não podem ser as melhores. É tempo do Povo da Aliança “se humilhar, e orar, e buscar a face de seu Senhor, e se converter dos seus maus caminhos” (2Cr 7.14). E que sobre nós venham os tempos de refrigério, pela presença do Senhor.


Blog Ex Corde - © 2005, de Gilson Santos

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